quarta-feira, 21 de março de 2012
10) SETE PRINCÍPIOS PARA O MINISTÉRIO COM CRIANÇAS
Ser um EVANGELISTA DE CRIANÇAS é ganhar para Cristo e discipular os que estão na faixa etária de 4 a 14 anos de idade. É ser um MISSIONÁRIO DA JANELA 0 X 14 - a janela da oportunidade. As estatísticas apontam que é justamente na faixa etária de 0 a 14 anos que 86% dos que hoje se dizem salvos pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, receberam-nO como seu Senhor e Salvador. Infelizmente, há preconceitos e atitudes erradas que se tornam barreiras no evangelismo de crianças. Um raciocínio preconceituoso é: “Se não posso dar assistência a uma criança marginalizada, não é conveniente então, evangelizá-la. Para que evangelizá-la se depois não poderei dar-lhe um lar, uma roupa, um prato de comida?” Outro pensamento errado é supor que uma criança mais afortunada não tem nenhum interesse nas coisas de Deus. E assim, milhares de crianças, tanto ricas como pobres, são deixadas sem ouvir o precioso evangelho. É preciso eliminar os preconceitos e adotar uma atitude correta na tarefa de ganhar as crianças para Cristo. Considere, então, os princípios abaixo:
1. PRINCÍPIO DA PRIORIDADE
Há tanto para fazer que, na maioria das vezes, ficamos agitados de um lado para outro com "muitas coisas", quando apenas "uma coisa é necessária" - estar aos pés de Jesus! Em João 21:15 Jesus faz a seguinte pergunta: “Tu me amas”? Após a resposta positiva de Pedro, Jesus lhe disse: “Cuida dos meus cordeiros”. Aquele que se preocupa com o Senhor em primeiro lugar, desejando adorá-lo, amá-lo, honrá-lo, estará com o coração correto para amar também as crianças ao seu redor e será usado pelo Senhor alcançando com a mensagem da salvação as crianças das classes mais e menos favorecidas. O princípio de prioridade quer dizer: "Seja Maria e não Marta!"
2. PRINCÍPIO DO PODER DO EVANGELHO
O evangelho é “o poder de Deus para, salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1: 16). "Todo aquele" pode ser qualquer criança, não importa qual a sua condição. Muitas pessoas acreditam que as crianças mais carentes, ao contrário das mais ricas, reconhecem com mais facilidade o seu próprio estado de pecado e a sua real necessidade de um Salvador, mas na prática sabemos que não é assim. Este princípio afirma: "Nunca pense que é mais difícil alcançar uma criança do que outra".
3. PRINCÍPIO DO VALOR DE UMA ALMA
Jesus Cristo afirmou: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?" (Marcos 8:36,37). Se uma criança tiver todos os recursos necessários para o seu bom desenvolvimento e, ainda assim, não confiar em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador, de que lhe adiantará todo o luxo e todo o conforto? Por outro lado, a criança que vive na miséria e na pobreza que assola tantas famílias, convivendo com a marginalidade, a violência, o abandono e a prostituição, tão alarmantes, teria, na solução destes problemas, maior possibilidade de crer na mensagem da salvação? Sem nenhuma sombra de dúvida, as almas eternas das crianças são de suprema importância e não a sua condição de miséria ou abundância ou qualquer outra condição exterior. A criança, seja rica, seja pobre, precisa ouvir, entender e crer no evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Deveremos, por isto, ser indiferentes à sorte dos pobres? De maneira nenhuma. Conforme Tiago 5.1-6, o Senhor ouve o clamor dos pobres, vê a acumulação cada vez maior de riquezas nas mãos dos ricos, a avareza, a injustiça, a crueldade e a corrupção. O Senhor dará a justa retribuição àqueles que acumulam riquezas desonestamente. Que sejamos pacientes e perseverantes em anunciar a verdade, expondo o pecado em toda a sua realidade, não só o pecado individual, mas também o pecado que gera problemas sociais, mesmo que isto acarrete algum tipo de sofrimento. Oremos contra toda a injustiça. Para nós, o fato de não podermos resolver toda a problemática da pobreza e do sofrimento neste mundo, não deverá ser um impedimento na tarefa de evangelizar e discipular, pois esta é a Grande Comissão que recebemos de nosso Senhor Jesus Cristo. Este princípio nos livra de aceitar a lógica humana de que o principal problema do homem seja terreno. Não! “O problema número 1 do ser humano, criança ou adulto, é o seu destino eterno”.
4. PRINCÍPIO DA IDENTIFICAÇÃO
Poderiam as circunstâncias limitar a graça de Deus? De maneira nenhuma! Por mais difícil que seja a circunstância em que a criança vive, é um erro supor que ela precisa ser retirada da sua situação, às vezes tão negativa, para que possa ouvir favoravelmente ao evangelho, pois é exatamente ali onde ela se encontra que a graça do Senhor pode alcançá-la. O amor, a alegria, a paz, o poder e o consolo prometidos pelo Senhor podem ser experimentados mesmo nas situações mais desfavoráveis e adversas e podemos aprender com o apóstolo Paulo, a dizer confiadamente: "Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:12,13). Quando Jesus ordenou: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15), Ele sabia que os discípulos enfrentariam culturas e situações completamente diferentes daquelas a que estavam acostumados e vivenciariam situações que não poderiam nem mesmo compreender completamente. Será que eu precisarei ser um miserável para evangelizar a criança abandonada? Será que eu precisarei ser um milionário para evangelizar a criança privilegiada? Será que as crianças me aceitarão, embora eu não seja de seu próprio contexto? A compreensão da cultura e dos problemas específicos da criança a quem vamos ministrar, a identificação com ela, a contextualização da mensagem, a disposição de amá-la, conhecendo ao máximo como ela vive e falando a linguagem que ela possa entender, sem a preocupação exagerada com a questão de que somos diferentes dela, são elementos que cooperarão para que ela seja sensível ao Senhor e ao evangelho. Vale a pena meditar nas palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 9.22: "Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos salvar alguns". Sim, é necessário levar a sério este princípio da identificação: "Alcance a criança em seu próprio contexto!"
5. PRINCÍPIO DA NÃO ACEPÇÃO DE PESSOAS
A maioria do esforço evangelístico é sempre direcionada para as camadas menos favorecidas da sociedade. Provavelmente, isto se deve ao fato de que, identificando-se as necessidades físicas, atenta-se também para as necessidades espirituais das pessoas. Deus, entretanto, não faz acepção de pessoas. Uma alma eterna não pode valer mais do que outra. As óbvias necessidades materiais de uma criança carente não fazem o seu destino eterno ser, de modo algum, mais importante do que o das outras crianças. Sendo assim, é necessário empregar todo esforço e diligência para se alcançar as crianças em todas as classes sociais. Que jamais, por causa do medo ou da incredulidade, venhamos a negligenciar os pequeninos! Precisamos amar ao Senhor e amar as crianças, certos de que elas são receptivas ao Evangelho e estão desejosas de aprender da Bíblia. Precisamos crer que, em todos os contextos sociais, as crianças podem ser alcançadas com a mensagem da salvação. Vamos descobrir estratégias para cumprir o nosso ministério de alcançar todas as crianças e em todos os lugares. Este princípio, da não acepção de pessoas, diz: "Não julgue ser mais importante alcançar a criança miserável do que qualquer outra". Vá, onde as crianças estão, com o evangelho de Cristo Jesus!
6. PRINCÍPIO DA IGREJA
Nenhum trabalho que vise evangelizar as crianças deveria ser planejado e iniciado sem o conhecimento e aprovação da igreja e sua liderança. É fundamental que os ministérios especiais que venhamos a realizar sejam da igreja, e não os nossos ministérios. Isto contribuirá, e muito, para que as crianças sejam preparadas para uma futura integração à vida da igreja. A igreja com a visão da importância de se evangelizar as crianças, dará o apoio fundamental para que o trabalho não seja interrompido: orações, materiais, pessoas, etc. Ninguém pode fazer tudo sozinho! Este princípio afirma: "Trabalhe sempre em sintonia com a sua igreja”.
7. PRINCÍPIO DA GLÓRIA DE DEUS
A nossa mente e o nosso coração devem ser dominados pelo sentimento de que somos simplesmente instrumentos nas mãos do Senhor. "Porque de Deus somos cooperadores" (1 Coríntios 3:9). Se há algum fruto, algum resultado, não temos do que nos gloriar. Somos seus cooperadores. Trabalhamos para o Senhor e tudo quanto fazemos, devemos fazer para a glória de Deus! Na verdade, Ele é quem realiza Seu plano através de nós, pois Ele mesmo disse: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15:5). Este princípio é claro: "Faça tudo para a glória de Deus!"
CONCLUSÃO
Observemos bem estes princípios com disposição para evangelizar e discipular a JANELA 0 X 14. Estes princípios são também os que norteiam o trabalho da Aliança Pró Evangelização das Crianças – APEC, que em 2011 completará 70 anos de atividades no Brasil. Continuemos juntos, alcançando as crianças no Brasil e no mundo, sem distinção de origem, raça, cor, idade, religião, ou quaisquer outras formas de discriminação.
Gilberto Celeti
terça-feira, 3 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
sábado, 27 de março de 2010
O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA
Feliz Ressurreição!
INTRODUÇÃO:
É de origem grega, que por sua vez, foi tirado do verdo hebraico PASOH que quer dizer: " Passar além;passar por cima". No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os israelitas.
I. A PÁSCOA PARA ISRAEL:
a) INSTITUIÇÃO - Foi instituída no Egito para comemorar o conhecimento culminante da redenção de Israel- Êxodo 12.14
b) ELEMENTOS DA PÁSCOA:
O CORDEIRO: Representava o preço da redenção e liberdade de Israel do Egito.
OS PÃES ÁZIMOS: Revelava a pressa com que aboninariam a terra do Egito.
AS ERVAS AMARGAS: ou alfaces agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor a carne adocicada do cordeiro.
O SANGUE: Representava a expiação.
c) RITUAL DE CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA:
1. Deveriam tomar para si o cordeiro. Êx 12.3
2. A família deveria participar e comer todo o cordeiro. Caso a família fosse pequena, deveria juntar-se à outra vizinha.Êx. 12.4
3. O cordeiro seria sem mácula: um macho de um ano de idade e primogênito.
4. Deveria ser assado inteiro e comido com pães ázimos e ervas amargas. Êx. 12.8
c) SIMBOLISMO NEOTESTAMENTÁRIO:
O CORDEIRO - Simboloza Cristo, a libertação do pecado. Jo 1.35
João afirmou: - "Eis o cordeiro de Deus..."
a) Era sem defeitos- Êx.12.5; I Pedro1.18,19
b) Foi sacrificado, no entanto seus ossos não foram quebrados. Êx. 12.46, Sl.34.20, Jõão 19:36
c) O sangue foi derramado para expiação dos pecados: Era o penhor da salvação. Êx. 13.13; I Jo. 1.7
OS PÃES ÁZIMOS - Simbolizam a pureza. O pão deveria ser sem fermento.
a) A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símboço da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mat.16.11; Mar. 8.15
b) Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.
c) A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que requer no serviço de Deus.
ERVAS AMARGAS - Simbolizavam a margura que o Cordeiro iria passar e na amargura das almas humanas por causa do pecado. Hoje todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos o grande feito em nossa redenção feita, não mais por um cordeiro, não mais por um cativeiro físico, mas pelo próprio Filho de Deus.
" Podemos dizer que o Egito foi ao calvário na nação hebraica, como o calvário de Jerusalém foi o nosso calvário"
O SANGUE: a garantia do perdão- " sem derramamento de sangue não há remissão de pecados"- Heb.9.22 " O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado"I Jo. 1.7. O pecado do homem foi coberto pelo sangue propiciatório do Cordeiro de Deus.
II. A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E SEUS SÍMBOLOS
a) O COELHO - substituíram o CORDEIRO pelo COELHO como símbolo da fecundidade. Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbolização. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de alguns que habitavam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chega a primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.
b) O OVO - o ovo significando começo de, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contida vida. Em Cristo não há vida contida a vida. Ele é a própria vida. João 11.25
c) O PEIXE - é o símbolo do Cristianismo. Dizem que, no passado, os cristãos se reuniam e faziam desenhos de um peixe. Na semana santa comem peixe, por causa do corpo de Cristo, e substituíram a carne por peixxe, mas na Páscoa judaica comiam cordeiro. Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com simbologia cristã paganizada.
Para os cristãos a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a ultima ceia com os apóstolos ants do sofrimento, deu um caráter todo especial ao seu acontecimento - Lucas 22.15 e 20.
A Páscoa bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial. A sua ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para Páscoa ou outrasfestividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à Nova Aliança.
Conclusão:
O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo 4.1-3. Não nos envolvamos com tais tradições, mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com sacrifícios do Filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro Pascal, recordemo-nos do Calvário constatemente independente de uma data fixa no calendário anul. Temos nós esse Cristo ressurreto. ALELUIA!!
Biografia:
1. Bíblia Sagrada
2. Estudo do livro de Êxodo - Mesquita, Antônio Neves
3. Pentateuco-Oliveira, F. Raimundo
4. Freitas, B. Isaías - Pequeno Dicionário Encivlopédico- koogan Larousse
5. Pequena Enciclópedia Bíblica
( Circular da ACBV)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
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sábado, 27 de novembro de 2010
Ben Carson: Diálogo com um neurocirurgião pediátrico
Ben Carson: Diálogo com um neurocirurgião pediátrico que, a despeito de ter passado por uma cirurgia para a retirada de um câncer, ainda costuma sonhar alto.
Jonathan Gallagher
Autor dos livros Ben Carson e Sonhe Alto, o Dr. Benjamin S. Carson é diretor da Divisão de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland. Ele também é professor de neurocirurgia, cirurgia plástica, oncologia e pediatria. É ainda autor de mais de 90 publicações na área de neurocirurgia. O Dr. Carson recebeu 27 títulos honorários de doutorado e inúmeros prêmios cívicos e governamentais. Foi escolhido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, como uma das 89 pessoas famosas vivas e reconhecido pela CNN como um dos 20 mais destacados médicos e cientistas. Ele também é um paciente. Em junho do ano passado, o Dr. Carson descobriu que era portador de uma forma agressiva de câncer prostático. Ele se submeteu à cirurgia oncológica em agosto. Nesta entrevista, o Dr. Carson revela seus pensamentos sobre o impacto que essa experiência produziu nele e em sua fé, e fala como se sente atualmente. Diálogo publicou um perfil sobre o Dr. Carson em 1990, e desde entao o médico foi abençoado com muitas experiências positivas. Sua influência chegou até à Casa Branca e ao Capitólio, mas seu centro de atividades ainda é o Hospital Johns Hopkins, onde trabalha numa das mais difíceis áreas da medicina - cirurgia cerebral. Seu sucesso na realização de "milagres" é atestado por muitos, mas em sua calma e modesta maneira, confere todo crédito a Deus. O Dr. Carson é muito requisitado como orador motivacional e tem muitas oportunidades de testificar de sua fé em Deus e suas convicções adventistas. Provindo de um ambiente desprivilegiado em sua infância, o Dr. Carson subiu da condição de "simplório" da classe até sua prestigiosa e atual posição, com o "apoio de sua mãe e a graça de Deus". Nem tudo foi um mar de rosas. Com 14 anos de idade ele se irritava com facilidade e, certa vez, tentou esfaquear um amigo no estômago. A fivela do cinto do rapaz o salvou de morte certa, partindo a lâmina. Esse incidente levou o Dr. Carson a reavaliar completamente sua vida e o rumo que ela tomava. Orou para que o Senhor removesse dele ódio e o ajudasse em seu sonho de tornar-se médico. Hoje ele é uma das pessoas mais simpáticas e gentis que você possa conhecer e uma garantia da competência divina de transformar-nos à Sua semelhança. Atualmente o Dr. Carson vive em Upperco, Maryland, com sua esposa Candy e três filhos adolescentes, Murray, B.J. e Rhoeyce. |
Dr. Carson, obrigado por conceder-nos mais uma entrevista. O que aconteceu em sua vida desde 1990?
Muita coisa. Primeiramente me tornei muito mais conhecido no mundo todo. Tenho recebido muitas homenagens e tido muitas oportunidades de testemunhar a outros, geralmente em níveis elevados.
Uma das principais coisas é a tremenda procura pelos meus serviços. Eu poderia me tornar seletivo, por exemplo, e apenas tratar de pacientes que podem pagar; mas eu nunca fiz isso. Assim, tive de imaginar meios cada vez melhores de cuidar das pessoas e também de encaminhá-las aos melhores especialistas da região.
Que pode dizer sobre seu trabalho profissional? Ouvi que o senhor realiza mais de 400 cirurgias por ano.
Estou pensando em reduzir esse número para cerca de 350. Eu gostaria de aumentar as oportunidades de realizar palestras públicas, das quais gosto muito, mas nunca faría exclusivamente isso.
Alguns anos atrás pensei em deixar a carreira médica. Ela pode tornar-se incrivelmente frustrante, com toda a burocracia e cuidados administrativos que produzem limitações financeiras. Disse a mim mesmo que não valia a pena toda essa agitação.
Eis por que tenho trabalhado para instituir a Fundação Beneficente de Doações, que tornaria possível praticar a medicina de modo mais acessível. Para aqueles que não têm seguro ou que têm seguro insuficiente e sofrem de doenças complexas, esse fundo permitiria ao médico tratar-los sem qualquer preocupação sobre sua condição financeira. Quando me animei a estudar medicina, pesquisei a vida de Cristo e Seu ministério de cura. Ele não verificava se o doente possuía seguro. Eu gostaria de poder realizar esse sonho.
O Programa Carson de Bolsas de Estudos (www.carsonscholars.org) está sendo extremamente ben-sucedido. Estou empenhado em contribuir para o progresso de jovens estudantes, não apenas do ponto de vista acadêmico, mas também em termos de qualidade humana. Cerca de $400.000 dólares já foram distribuídos em bolsas de estudos, e temos mais entrando em várias filiais locais.
Estou também mais envolvido com a área governamental, tendo me familiarizado com os presidentes Bush e Clinton, e conhecido alguns dos assessores, senadores e diputados. Muitos têm insistido que eu ingrese na política, mas eu só faria isso se Deus me pegasse pelo colarinho e me colocasse lá. Uma vez que não creio em precisão política, meus pontos de vista não se encaixariam bem!
Como está atualmente sua saúde? Como o senhor se sente deixando de ser médico e tornando-se paciente per algum tempo?
Penso que sou muito bom paciente para um médico. Todavia, prefiro ser médico e não paciente! As perspectivas são diferentes. Já me considero bastante sensível mas essa enfermidade me tornou ainda mais sensível às doenças e à dor das pessoas. Ela também confirma minha apreciação pelos cuidados dispensados. Eu sempre disse que as enfermeiras são a infantaria da medicina, e ao tornar-me um paciente essa apreciação se intensificou. Veja você, eu nem sempre faço o que me mandan fazer.
Como o senhor ficou sabendo do câncer e como reagiu?
Eu tinha alguns sintomas e fui fazer exames. Depois de tentar antibióticos e outros tratamentos, mandei fazer uma biópsia. A indicação inicial era de 18% de probabilidade de câncer prostático. Entretanto, no dia seguinte, recebi os resultados dos exames enquanto estava realizando uma cirurgia. A enfermeira segurou o telefone junto ao meu ouvido. Era um câncer de alto risco. Agradeci e tentei não pensar sobre isso durante a intervenção cirúrgica.
A caminho de casa o pensamento me turbava. Já teria ocorrido metástase? O câncer era de rápida progressão. Eu tinha algo que poderia matar-me. Não era o pensamento da morte que me incomodava, mas de deixar família, pacientes, equipe, milhares de pessoas que estavam dependendo de mim. Senti-me um traidor e isso me atormentava. Minha esposa Candy e eu conversamos a respeito. Não estávamos 100% certos do que tudo isso significava. Embora houvesse certo temor, Candy mefez lembrar de que o Senhor cuidaria de tudo, pois Ele sempre faz assim.
O senhor pode dizer algo sobre os resultados da sua cirurgia?
A cirurgia foi muito bem-sucedida. O câncer estava restrito, mas a um milímetro de alastrar-se. Os nódulos eram todos negativos e os nervos foram poupados. E eu vou prosseguir!
O que essa experiência representou para sua fé?
Mesmo nos momentos mais escuros, quando pensava ter metástase na espinha dorsal, minha fé era forte. Como eu disse antes, creio que Deus nunca comete erros. Isso me dá grande confiança. Mesmo que eu morra haverá uma razão e Deus fará delá o melhor. Embora eu não tivesse nada como a experiência de Jó, pude identificar-me com sua declaração acerca de Deus: "Ainda que Ele me mate, nEle confiarei." Até a morte confiarei em Deus e estarei seguro de que Ele cuida de tudo. Por outro lado, eu pensava que Deus não me deisearia eu morrer, mesmo que estivesse metástases na espinha dorsal. Ele poderia resolver o problema e curar-me.
Essa experiência aprofundou meu relacionamento com Deus. Embora eu sempre tenha iniciado e findado o dia com oração e estudo da Bíblia, agora eu o faço com maior vigor. Tenho pensando e apreciado o que Deus criou - flores, árvores, a incrível beleza do canto dos pássaros pela manhã, as raposas e os milharais. Sou muito grato pela família saudável e pelo dom divino da liberdade --ir e vir como e quando quiser, fazer o que quiser-- essa é uma bênção extraordinária!
Agora reconheço muito mais o quanto Deus nos ama. Tenho meditado sobre minha vida, recordando-me do tempo em que eu tinha 8 anos, assentado sobre os desgastados degraus de madeira de nossa casa em Boston, cercado de ervas daninhas, sujeira e vidros quebrados, convivendo com os sem-tetos e as gangues. Lembro-me da sensação de desesperança que sentia. Rapaz, foi um longo caminho de lá até aqui!
E quem me trouxe aqui foi Deus. Como Ele conduziu aquele meninozinho desde o cortiço até aqui! Pensei nos personagens bíblicos e em como Deus está tão ativo hoje. Ele está disposto a nos ouvir e atuar em nossa vida. Como está escrito em Provérbios 3:5 e 6: "Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos e Ele endireitará as suas veredas." (NVI)
O que o senhor gostaria de dizer aos jovens, alguns dos quais estão cursando faculdade?
Testemunhe! Não permita que alguém defina seu testemunho para você. Se você é um cristão e ama as pessoas, isso se tornará patente. Testemunhar não é necessariamente distribuir folhetos ou dar estudos bíblicos. É como tratamos as pessoas e como reagimos às coisas. É como ser bondoso e tratar os outros, não proferindo ditos sarcásticos e cruéis, por exemplo. Não se torne o mesmo tipo de pessoa dogmática que aqueles que discutem com você. Olhando para além do debate e respeitando opiniões que são diferentes das suas, você pode ser uma testemunha muito mais eficiente.
Ao falar em público, que mensagem o senhor costuma dar?
Depende do auditório. Faço uma palestra no hospital uma vez por mês. Falo freqüentemente sobre o conceito de que a pessoa que mais tem a ver com o que acontece a você, é você mesmo.
Com educadores, destaco a influência que um professor motivado e bem ajustado pode exercer. Aos grupos civis e políticos, falo sobre liderança e responsabilidade e os efeitos deletérios da burocracia.
Ao falar em círculos acadêmicos, em universidades, minhas crenças são o destaque. Nesse ambiente costumo tratar de justiça política integral. Há uma tendência de pensar que qualquer religião exótica ou oriental é boa, enquanto que as cristãs tradicionais não o são. Tolerância, contudo, significa mais do que ter pessoas concordando com você. Você precisa avaliar, ser objetivo e demonstrar sinceridade. Os intelectuais freqüentemente falam dos cristãos, mesmo aqueles que são educados, como tendo mente fraca e necessitando suas crenças como muletas. Mas esses pensadores não podem responder por que as pessoas amam umas às outras. O esquema evolucionista não se encaixa na questão. É interessante que quando falo nos campi das universidades e faculdades, pode parecer que não sou apreciado, mas, minha recepção tem sido regularmente entusiástica.
E sobre o futuro?
O que Deus tem em reserva para o futuro? Algo muito diferente daquilo que penso. Estou certo disso! Eu só espero estar pronto. Ele tem a tendência de preparar as coisas. Eu não sei como, mas Ele sabe. Deus sabe como todas as peças se encaixam.
O senhor ainda acredita em sonhar alto, usando o título de um de seus livros?
Sim, essa é a mensagem: Sonhe alto! Eis o que Deus deseja que todos nós façamos.
Entrevista concedida a Jonathan Gallagher. Jonathan Gallagher é o Diretor de Relações com as Nações Unidas para a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seu e-mail: gallagherj@gc.adventist.org.
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APAIXONADA POR JESUS E ELE POR MIM
JOGRAL
___________________________________________________________________________Jogral - O Nome de Jesus
Todos - Muito antes do Messias À terra vir habitar Seu Pai procurou com amor Um lindo nome lhe dar.
1 - Seu nome será Maravilhoso,Porque maravilhas ele fará, Fará prodígios e curas, Até mortos ressuscitará.
2 - Seu nome será Conselheiro Porque conselhos dará,Através de sermões e parábolas Que ao povo pregará.
3 - Seu nome será Deus Forte Pois a tudo vencerá Vencerá até a morte, Porque ressuscitará.
4 - Seu nome será Príncipe da PazPorque a paz pregará. E quem for pacificador Bem-aventurado será.
5 - Seu nome será Pai da Eternidade Porque eterno ele é.Ele estava no princípio com Deus Reconciliando o mundo através da fé.
6 - Seu nome será Emanuel,"Deus Conosco" - quer dizer.Quem o buscar de coração Ele pode socorrer.
7 - Seu nome será Cristo Porque será sofredor,Será ferido, humilhado E pregado numa cruz de horror.
Todos - JESUS - é o mais belo nome Acima de todos está.
Todos - Muito antes do Messias À terra vir habitar Seu Pai procurou com amor Um lindo nome lhe dar.
1 - Seu nome será Maravilhoso,Porque maravilhas ele fará, Fará prodígios e curas, Até mortos ressuscitará.
2 - Seu nome será Conselheiro Porque conselhos dará,Através de sermões e parábolas Que ao povo pregará.
3 - Seu nome será Deus Forte Pois a tudo vencerá Vencerá até a morte, Porque ressuscitará.
4 - Seu nome será Príncipe da PazPorque a paz pregará. E quem for pacificador Bem-aventurado será.
5 - Seu nome será Pai da Eternidade Porque eterno ele é.Ele estava no princípio com Deus Reconciliando o mundo através da fé.
6 - Seu nome será Emanuel,"Deus Conosco" - quer dizer.Quem o buscar de coração Ele pode socorrer.
7 - Seu nome será Cristo Porque será sofredor,Será ferido, humilhado E pregado numa cruz de horror.
Todos - JESUS - é o mais belo nome Acima de todos está.
SE NÃO AGRADA A DEUS TÔ FORA
DIGA NÃO AO HALLOWEEN


























